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A ação, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde tem como propósito alertar a população tanto aos perigos da doença.
Presidente Prudente, quinta-feira 14 de janeiro de 2010 Motoristas e pedestres que transitam pelo Centro de Presidente Prudente desde a manhã desta quarta-feira (13/01), estão se deparando com algo diferente e curioso na praça 9 de Julho, ao lado da Base da Polícia Militar – área defronte para Avenida Coronel José Soares Marcondes, proximidades da Prefeitura. Um balão inflável em forma de recipiente gigantesco com um inseto aparentemente inofensivo, mas que no papel de vilão pode levar a morte: o mosquito da dengue. A ação, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica Municipal, tem como propósito alertar a população tanto aos perigos da doença, quanto à incidência de focos do Aedes aegypti que nesta época do ano tende a aumentar devido às chuvas constantes. Para lançar oficialmente ação, diversas autoridades da saúde estiveram presentes esta manhã na praça 9 de Julho, entre elas, o chefe da pasta municipal de Saúde, Sérgio Luiz Cordeiro de Andrade, a coordenadora da VEM, Vânia Maria Alves, a coordenadora das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, Maria Izabel Franzão, o chefe de gabinete da Prefeitura Feiz Abbud, e o controlador interno do gabinete, José Carlos Raposo. “Temos que encarar esse mosquitão como um alerta direcionado a população, e não para a própria secretaria que desde novembro do ano passado vem intensificando ações no combate contra a dengue, dentre elas a lei para quem permite criadouros do mosquito transmissor da dengue no quintal de casa. Desde que passou a valer, foram cinco multas aplicadas, sendo duas em uma única empresa. E quando da divulgação destas multas, a população vai começar a reagir e se preocupar mais em manter o quintal limpo, tendo em vista a seriedade da coisa”, diz o secretário. A legislação referida por Andrade foi ressucitada em decorrência do risco de epidemia de dengue neste verão, por conta do índice de infestação larvária no fim do ano passado, que em alguns pontos chegou a superar o índice considerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que varia entre 1 e 2. O secretário também comparou os registros de casos suspeitos e notificações de dengue somados em todo o ano de 2009 e nesta primeira quinzena de janeiro. Segundo ele, de 1º de janeiro até agora, foram 25 notificações, das quais 21 são casos suspeitos e outros quatro resultados negativos. “Em todo o ano passado, foram 255 notificações, das quais tivemos apenas 18 casos confirmados, o que é considerado um número relativamente baixo se compararmos nossos índices com Presidente Venceslau, que registrou mais de 200 casos naquele ano”, comparou. Até às 12h desta quarta-feira, os dois mosquitões mascotes no município, além de demais agentes de saúde, fazem a distribuição de panfletos orientativos sobre como a população pode evitar a dengue e que alertam para os principais sintomas da doença. Na praça 9 de Julho, o balão inflável fica até este sábado, das 9h às 17h. Após, de acordo com o secretário, a estrutura será instalada em outras localidades, cujos índices larvários são mais altos. “As visitas dos agentes casa a casa ocorre bimestralmente, ou seja, seis vezes no decorrer do ano. A população precisa entender que em cada casa pode haver um recipiente que acumula água. Portanto, deve tomar as devidas providências, já que não temos condições de desenvolver ações casa a casa 100%, todas as semanas”, finaliza Andrade. Na manhã desta quarta-feira, mascotes da dengue entregam panfletos orientativos à população Foto – Olímpio Moura |