Tupã se reelege com menos da metade dos votos ´depositados`


 

Presidente Prudente, domingo 7 de outubro de 2012


 

Nas eleições municipais deste domingo (7), dos 160.790 eleitores aptos a votar em Presidente Prudente, foram às urnas 127.213. O prefeito Milton Carlos de Mello (PTB), mais conhecido por Tupã (foto), recebeu 59.437. Portanto, menos da metade dos votos dos que compareceram às seções eleitorais.

Dos outros 67.776 votos – 8.339 a mais que os votos de Tupã, foram 28.933 para Agripino Lima de Oliveira Filho (PMDB), 26.976 do candidato Fábio Sato (PPS), 2.667 de Talmir Rodrigues (PV), 291 de Josué Macedo (PSOL), 146 de João Cláudio da Silva Dodô (PRTB), 3.107 em branco, 5.656 nulos e 33.577 eleitores se abstiveram de votar.

Como ciência exata, a matemática da eleição para prefeito é esta, ainda que o Tribunal Regional Eleitoral na divugação considere somente os votos já validados e apresenta o percentual de 66,4% para a reeleição em Prudente.

O fato se Agripino Lima estava elegível ou inelegível, em julgamento da justiça eleitoral, não alterará o resultado da eleição para prefeito. Apenas definirá se os votos serão considerados válidos ou nulos. Se os votos não forem reconhecidos, então a computação geral dos nulos será de 34.589.

 A leitura geral é de que o eleitorado aprova Tupã como gestor municipal, mas apresenta restrições, por conta do próprio prefeito ou de sua equipe como um todo ou parte dela, ou ainda de suas políticas ou de suas ações. O mesmo recado foi dado aos vereadores, com apenas quatro reeleitos para compor a legislatura de 13, de 2013 a 2016.

Outro fator é que a reeleição não ratificou as forças que se concentraram em 14 partidos coligados, basicamente contra quatro. Coligação que recebeu o nome de Prudente Unida e reelegeu também o vice-prefeito Marcos Vinha (PT). O marketing não respondeu à altura de ter praticamente todo tempo do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, por conta dos muitos partidos coligados. O poder de fogo e o fogo alcançado não foram compatíveis.

Certamente o prefeito Tupã tem o que comemorar, mas tem igualmente o que repensar. Se eram grandes suas responsabilidades, passaram a ser maior ainda, conforme admitiu em entrevista ao rapórter Geraldo Gomes, na Rádio Prudente/Jovem Pan. Não só os poucos adversários políticos, mas o eleitor - conforme a mensagem deixada nas urnas - está de lupa nas mãos, com os olhos voltados à administração municipal.

Com quase 27 mil votos, o jornalista e comerciante do setor de bares Fábio Sato e o economista e professor universitário Wilson de Luces conseguiram que fosse refletida nas urnas fatores como o de serem a novidade na política local, de terem apresentado propostas coerentes e aproveitado bem o pouco tempo de mídia eletrônica, de terem apresentado excelência em marketing tanto em conteúdo quanto na forma e de efetivamente não terem atacado adversários, nem permitido que seus assessores tivessem esse comportamento.

Em entrevista, Sato disse que fez uma campanha verdadeira, com poucos recursos. Contou que se valeu dos horários eleitorais, dos debates nas TVs Band e Fronteira e do contato direto com o eleitor, andando de manhã até à noite. Foi o único candidato que não emporcalhou a cidade com santinhos jogados pelas ruas no dia da eleição.

A sujeira feita com a grande quantidade de papéis jogada nas ruas foi motivo de severa crítica do juiz eleitoral Michel Feres. Numa entrevista para a jornalista Neusa Matos, da Rádio Prudente/Jovem Pan, sugeriu que o eleitor deveria levar em conta quem adota tal atitudade criminosa, contrária às legislações eleitoral e ambiental. Foi veemente ao citar os dois crimes. Só não disse se haverá punição.

As urnas também responderam à articulação do ex-deputado federal Paulo Lima, candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por seu pai Agripino Lima, voltada para desarticular Tupã de quem foi padrinho político e financeiro na campanha anterior, para que fosse eleito prefeito em 2008. 

 

 

 

 

 

 

 

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