Música sertaneja está de luto pela morte de Tinoco

 

Presidente Prudente, sexta-feira 4 de maio de 2012

 

Na madrugada desta sexta-feira (4) morreu em São Paulo um dos principais responsáveis pela criação da música sertaneja, o cantor José Perez – o Tinoco que fez dupla com seu irmão Tonico. Mesmo depois da morte do Tonico em 1994, após queda na escada do apartamento onde morava, Ticono contiuou cantando. Em mais de 60 anos de carreira foram gravados 83 discos e fez mais de 40 mil apresentações. Ao contrário dos sertanejos famosos que são ricos, Tinoco morreu pobre.

 

 

Na quarta-feira (2) ele gravou sua última participação em programa de auditório. Foi no Teatro Franco Zampari, para o Viola Minha Viola apresentado por Inezita Barrosso e levado ao ar aos sábados à noite na TV Cultura. Na quinta-feira (3) Tinoco apresentou dificuldades respiratórias. Foi internado no Hospital Municipal Doutor Ignácio Proença de Gouveia, no bairro da Mooca. Morreu a 1h40 de hoje por insufiência respiratória. O corpo está na Casa de Velório da Quarta Parada, no Belém, desde às 10h. O sepultamento acontece às 17h no Cemitério da Vila Alpina.

 

 

Por vários anos, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, os irmãos tinham o programa Na Beira da Tuia, transmitido em ondas de longo alcance pela Rádio Bandeirantes. Assim, eram ouvidos em Presidente Prudente todo final de tarde. Por estas bandas do sertão sorocabano havia outra dupla que também era do rádio: Nhô Nico e Celestino. Eles tinham o programa Chapéu de Páia, na Rádio Comercial. Foram considerados como dupla mais velha do Brasil. Não imitavam Tonico e Tinoco, mas tinham o mesmo perfil musical.

 

 

Tinoco era o último dessa estirpe em atuação no Brasil, respeitado e admirado pela safra contemporânea da música sertaneja, com canções que fizeram sucesso na sua voz repaginada e gravada por duplas como Zezé Di Carmargo e Luciano.

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