Rádio História – Joseval Guimarães Peixoto

 

 

Presidente Prudente, quarta-feira 2 de janeiro de 2013

 

 

 

Há vários anos no Jornal da Manhã no Rádio Jovem Pan e desde maio de 2011 apresentador do SBT Brasil, Joseval Peixoto está entre os grandes nomes do jornalismo brasileiro. Sua carreira foi forjada em Presidente Prudente.

 

Nasceu em 26 de setembro de 1938, no Rio de Janeiro. Um acaso. Os pais foram de Rancharia para a então capital do Brasil, devido aos negócios da família. Seu avô era dono de três grandes serrarias e pretendia exportar madeira para Portugal, sua terra natal.

 

Chico Izidoro tinha seus negócios centralizados em Rancharia, cidade da qual foi um dos fundadores. O negócio de exportação não vingou, por conta da guerra. A família retornou e por um período se estabeleceu no norte do Paraná.

 

Joseval Guimarães Peixoto iniciou os estudos em regime de internato, no Colégio Paraguaçu, em Paraguaçu Paulista, vizinha de Rancharia. Educandário que influiu decisivamente em sua formação humanitária, na pessoa do educador Célio Rodrigues de Siqueira.

 

O colégio era mantido pelo Instituto Gamonn, da Igreja Presbiteriana. O ensino médio fez com que a família o enviasse a Presidente Prudente. Como tinha trabalhado, aos 15 anos de idade, no serviço de alto falante de Paraguaçu, em Prudente conseguiu emprego no rádio.

 

Inicialmente, atuou como foca no setor esportivo, na então Rádio Caiuás de Presidente Prudente, a ZYR-84, atualmente Rádio Presidente Prudente – a primeira afiliada no Brasil da Jovem Pan. Depois, passou um período em Paranavaí, também no rádio.

 

Dentre as habilidades que desenvolveu, contava a de narrador esportivo. O que motivou o jornalista Adelmo dos Santos Reis Vanalli, então gerente da 84, a ir busca-lo para integrar a equipe que acompanhava Prudentina e Corintinha.

 

Em 1959, uma fita com a gravação da decisão do interior, que levou o alvinegro de Prudente à divisão de elite do futebol de São Paulo, surgiu o convite de Edson Leite para trabalhar na Rádio Bandeirantes, na capital.

 

Em São Paulo, foram dois meses de espera para poder trabalhar. Leite viajou a não avisou a direção que havia contratado Joseval. Desfeito o mal entendido, o início foi no Programa Henrique Lobo, durante a madrugada, apenas para anunciar a ´´hora certa``.

 

Não gostou, mas não desistiu. Em pouco tempo conquistou seu especo no concorrido rádio de rádio paulistano. Também ingressou na lendária Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e ao concluir o curso foi orador da turma.

 

Além da Bandeirantes, onde esteve por mais de uma vez, trabalhou na rádios Record e Panamericana, a Jovem Pan. Como locutor esportivo teve passagens memoráveis. Talvez, a principal delas tenha sido a transmissão da Copa de 70, no México.

 

Num tempo de parcos recursos tecnológicos, havia apenas dois canais disponíveis para o Brasil. Um reservado a São Paulo e outro ao Rio de Janeiro. Assim, as emissoras se juntaram a partir de São Paulo para formar uma das maiores cadeias de rádios que se tem notícia no mundo.

 

Os narradores escolhidos foram Joseval, da Panamericana; Pedro Luiz, da Gazeta; e Fiori Giglioti, da Bandeirantes. Para o jogo final, o grande lance era o último período dos 90 minutos fracionados em tempos iguais para os três narradores. Assim, houve sorteio.

 

Joseval ficou com os 30 minutos finais. Pegou o jogo com o placar de Brasil 1 x 1 Itália. O placar final foi 4 x 1. Assim, teve o privilégio de narrar três gols e comandar o grito, que se espalhou pelo país, do Brasil tricampeão mundial.

 

Depois, a instalar banca de advocacia, Joseval desistiu das transmissões esportivas, em razão das viagens. Então, foi apresentar o Jornal da Manhã, onde está por cerca de 30 anos,com apenas um breve período ausente. Na Copa de 1978, por exigência de grandes anunciantes, foi contrato pela Rádio Tupi, onde ficou por dois anos e retorno à Pan.

 

Casado com Etelvina Scalon, pai de duas filhas e um filho, Joseval mantém vínculos familiares em Presidente Prudente e excelente relacionamento com a mídia, especialmente com a Rádio Prudente e o jornal O Imparcial, do qual recebeu o Troféu Heitor Graça, além da Rádio Comercial, que mantém o Centro de Memória do Rádio.

 

Ostenta o título de Cidadão Prudentino, por iniciativa do radialista Ed Thomas, ex-vereador e atual deputado estadual. Em 2009 foi objeto de estudo científico na Faculdade Social de Presidente Prudente, a Facopp, da Unoeste.

 

Sua história foi contada num radiodocumentário produzido por Aline Simões da Cunha Brunholi, Clara Vieira Leite Jorge, Daiane Gracielli Simão, Geraldo Gomes Fernandes e Thales Maia de Araújo, orientados pelo professor Homéro Ferreira.

 

Entre vários prêmios ao longo da carreira de mais de 50 anos, tem alguns Roquette-Pinto, o Oscar no rádio brasileiro.

 

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