Interdisciplinaridade está na natureza da comunicação social

 

Presidente Prudente, quinta-feira 24 de outubro de 2012

 

O comunicador social é um especialista em generalidades, seja jornalista ou publicitário. Nos âmbitos acadêmico ou profissional, a boa prática exige o saber de tudo pelo menos um pouco. É assim que a interdisciplinaridade está na natureza desse segmento, conforme exposições na mesa redonda sobre o tema ´Da fragmentação à totalidade: interdisciplinaridade e pesquisa em comunicação social`, realizada pela Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente (Facopp), no 17º Encontro Anual de Pesquisa Institucional e Iniciação Científica (Enapi).

 

Convidado junto ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Unesp, o doutor Paulo César de Almeida Raboni construiu uma exposição de motivos para depois apresentar alguns questionamentos em comunicação, com foco especial no jornalismo. Falou sobre disciplina, multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade no ensino, na pesquisa e na extensão. Extraindo a complexidade do debate, disse que o próprio ambiente universitário promove a interdisciplinaridade, pela convivência de alunos de vários cursos.

 

Sobre o jornalismo suscitou a reflexão com três questionamentos: se os meios não estão separados dos objetos, se os meios são neutros e se os meios constroem os fenômenos. Como membro debatedor, o jornalista professor doutorando Roberto Mancuzo ampliou a reflexão ao questionar em qual medida os contadores de histórias – jornalistas e publicitários – precisam do contexto ainda que seja para extrair fragmentos da realidade. Sua constatação é de que inter e transdisciplinaridade são exigências para a formação de um profissional de comunicação que seja no mínimo descente.

 

´´A comunicação é inter e trans. É uma das ciências que mais tem essas características, por ser de uma área de grande abrangência, que transita por todas as outras áreas. O estudante que pretende chegar ao mercado preparado precisa ter contado com todas as áreas do conhecimento``, disse o coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Comunicação da Facopp, doutorando Rogério do Amaral. Em nome da coordenação da Facopp, a doutora Larissa Crepaldi Trindade, falou diretamente aos alunos, para reforçar a mensagem deixada pelo doutor Raboni, para que entendam a importância das disciplinas que não são propriamente técnicas, como nos casos de sociologia, antropologia e psicologia, por serem essenciais para se transitar do fragmento à totalidade, para contextualizar e descontextualizar.

 

A mesa contou ainda com o jornalista professor Homéro Ferreira como moderador. Estiveram presentes vários professores, entre os quais à coordenadora de Jornalismo da Facopp, Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo. Também prestigiaram o evento da noite de quarta-feira (24) no anfiteatro Azaléia – no campus II da Unoeste, os pesquisadores doutores Sérgio Annibal e Caroline Luvizotto, dos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu de Educação e Meio Ambiente.  

 

Práticas Alternativas – No mesmo auditório e no mesmo dia, à tarde, a mesa ´Práticas Alternativas em Animais e plantas` reuniu como palestrantes os doutores Francisco Câmara e Stélio Pacca Luna, ambos da Unesp de Botucatu. Os debatedores foram os doutores Renata Navarro e Fábio Fernando de Araújo, coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Agronomia – Mestrado e Doutorado – da Unoeste. O debate contemplou o tema `Universidade sem fronteiras: da fragmentação à totalidade`, proposto pelo Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Enape 2012, do qual o Enepi é o evento da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.

 

Encontro – Já no final da tarde, no mesmo ambiente, ocorreu o Encontro de Orientadores de Pesquisa. Esteve em pauta o tema ´Metodologia de pesquisa - inter e transdisciplinaridade`, com exposições pelo doutor Guto Carlos Nóbrega, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e mediação do coordenador do Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e presidente do Núcleo de Pesquisa Institucional de Pesquisa Multidisciplinares (Nipem) da Unoeste, doutor Gustavo Maia Souza.

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