Reciclagem em Prudente cresce 23% de janeiro a março

 

 

Presidente Prudente – sexta-feira, 15 de abril de 2016


Em 13 anos de existência e há exatamente 1 ano da assinatura de contrato com a Prefeitura de Presidente Prudente para coleta, transporte e triagem de materiais recicláveis, a  Cooperativa dos Trabalhadores de Produtos Recicláveis (Cooperlix) vive uma nova fase com a incorporação de catadores que atuavam no lixão e de trabalhadores da extinta Cooperativa de Trabalho com Reciclagem da cidade (Cooprudente). O resultado mais promissor foi verificado nos três primeiros meses deste ano, com o crescimento de 23% do material reciclado que saltou de 200 toneladas em janeiro para 246 em março.

Fato classificado como altamente expressivo pela professora universitária Leila Maria Couto Esturaro Bizarro, ao tomar conhecimento dos números na manhã desta sexta-feira (15), durante visita técnica feita por 32 estudantes do curso de Engenharia Ambiental em atividade cadastrada na Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext) da Unoeste. Porém, com a observação que ainda há muito a ser feito, já que o montante atual de materiais reciclados, retirados do lixo urbano da cidade, representa cerca de 1/6.

A cidade gera 210 toneladas de lixo por dia e a estimativa é de que pelo menos 1/3, ou seja, 70 toneladas, são de produtos recicláveis, que podem ser comercializados com a indústria de transformação para gerar subprodutos. Considerando a coleta seletiva de segunda a sexta-feira, em 20 dias de cada mês são 1,4 mil toneladas. Como a Cooperlix atingiu 246 toneladas recicladas em março, daí a constatação de que mais de 1,1 mil toneladas de recicláveis não são absorvidas pela cooperativa. Ainda assim, o trabalho realizado pelos cooperados é visto como impactante por Leila, devido os resultados positivos nos seguintes aspectos: ambiental, de geração de renda e de inclusão social.

Atualmente são 90 cooperados divididos nas atuações em coleta seletiva, transporte
e triagem, além daqueles que cuidam da administração, como é caso de Diego Victor Alves de Oliveira, com formação na área de recursos humanos. Agora, está inserido na nova fase da Cooperlix que tem, na distribuição da renda arrecadada, destinado R$ 1,6 mil por mês para cada trabalhador. A cooperativa conta com o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, pelo trabalho da engenheira ambiental Nelissa Garcia Balarim e da estagiária Mariana Andrade, que está no 8º termo do curso na Unoeste.

Além de acompanhar a visita técnica dos estudantes, Nelissa esteve no começo do ano na universidade para falar sobre ações ambientais em Presidente Prudente, quando surgiu o interesse em conhecer a Cooperlix, o que deu com entendimento com a presidente Vânia Aparecida Alves de Vilela. Conforme a professora Leila, foi uma visita muito proveitosa, inserida como atividade prática da disciplina de Educação Ambiental, com os estudantes tendo a oportunidade de conhecer uma realidade pertinente ao mercado no qual irão atuar. A Cooperlix está instalada no Distrito Industrial II, que leva o nome do pioneiro Antônio Crepaldi e fica ao lado do posto
do Recinto de Exposições Jacob Tosello, à margem da rodovia Raposo Tavares.

 

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