Estudo apura quem usa e como faz esse uso do Parque do Povo

 


Presidente Prudente, segunda-feira, 14 de março de 2016

 
O usuário praticante de atividade física no Parque do Povo – a maior área pública urbanizada de Presidente Prudente – é predominantemente masculino (65%). Do público geral, a maioria é de adultos (59%), mais da metade frequenta à noite (53%) e grande parte tem ensino superior (56%). Nos fins de semana, aumenta o número de crianças e reduz o de idosos. Quem mais frequenta são pessoas das imediações, que demoram menos de 10 minutos no deslocamento de suas casas, a pé ou de carro. O que mais atrai as pessoas é a vegetação (95%), na condição de indicador de qualidade urbana ambiental. São pessoas conscientes do bem-estar em saúde e que compõem uma elite, de forma que o parque não é tão democrático quanto parece à primeira vista.
 
Uma visão mais apurada, como no estudo científico desenvolvido pela educadora física Fernanda Berguerand Xavier, constata que a adoção de políticas de incentivo à atividade física e de prevenção à saúde poderia atrair um público mais heterogêneo em relação às classes sociais, num país em que 2/3 da população não pagam por tais benefícios, por preferência de usar espaços abertos ao uso comum ou por condições financeiras. “O parque não atende de maneira equilibrada as classes sociais”, disse a autora da pesquisa ao fazer a defesa pública de sua dissertação na tarde de segunda-feira (7) junto ao Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Unoeste.


 
Durante o primeiro semestre de 2015, houve intenso levantamento de dados em 32 áreas escolhidas para acesso ao público-alvo, constituído de usuários. Foram aplicados 200 questionários. Pela técnica de observação foram feitos registros sobre 19.105 usuários mediante utilização de novas tecnologias para registrar em números homens, mulheres, sedentários, caminhantes e praticantes de atividades vigorosas. As observações sistemáticas resultaram em dados coletados através do Sistema para Observação de Jogo e Recreação em Comunidades (Soparc, sigla em inglês), ferramenta eletrônica que avalia como a população utiliza espaços públicos, levando em conta fatores como sexo, idade e nível de atividade, entre outras informações.


 
Rico em números e informações, o estudo  de Fernanda recebeu a orientação da Dra. Alba Regina Azevedo Arana e a avaliação foi feita pelas doutoras Edilene Mayumi Murashita Takenaka e Maria Encarnação Beltrão Sposito (foto), convidada junto ao campus da Unesp em Presidente Prudente, com a aprovação para que Fernanda Berguerand Xavier receba o título de mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. Elogiado e com estímulo para publicação em periódicos científicos, o estudo recebeu na dissertação o título de “Qualidade urbana ambiental e prática de atividades físicas: um estudo sobre o Parque do Povo de Presidente Prudente-SP”.

 

Este é um projeto educacional sem fins lucrativos.
Ajude-nos a manter este projeto em funcionamento.
Doar