Projeto levará educação ambiental às comunidades ribeirinhas

 

 

 

 

 

 

Presidente Prudente, terça-feira 7 de abril de 2015



Polícia Federal e Ministério Público Federal estão unidos em defesa do meio ambiente, no Projeto de Preservação, Repressão e Educação Ambiental (Prea), desenvolvido na área de influência do reservatório de 225 mil hectares, formado a partir da barragem de mais de 10 km da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, no Rio Paraná, na divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul. No aspecto da educação ambiental, o apoio institucional da Unoeste está em discussão para construção de metodologia que atenda às necessidades centradas em três eixos: sensibilização, conscientização e mobilização. A pretensão é educar, para ações ambientalmente corretas, comunidades ribeirinhas dos municípios de Rosana, Teodoro Sampaio, Presidente Epitácio, Panorama e Paulicéia.

A ideia do Prea surgiu em 2008. O projeto foi oficialmente formalizado em 2010. Desde então, algumas realizações têm sido colocadas em práticas, como acontece agora com os entendimentos para formalização de convênio de cooperação técnica entre a Polícia Federal e a universidade, com anuência do Ministério Público Federal. As tratativas são feitas inicialmente por intermédio da Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext) e a coordenação do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, mas estão definidos os envolvimentos da Pró-reitoria Acadêmica (Proacad), da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG) e da Assessoria de Relações Interinstitucionais. Formalizado o convênio, a assinatura será da Reitoria.



Além de coordenadores e professores, estão previstos o envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação de vários cursos. O agente policial encarregado por questões administrativas da Delegacia da Polícia Federal em Presidente Prudente, Celso Ailton Lima Campos, diz que tanto a polícia quanto o ministério público estão aparelhados para as práticas operacionais do projeto, mas faltava a construção da parte científico-pedagógica, para levar educação ambiental aos povos que habitam as comunidades ao longo do lago, de Rosana e Paulicéia. Então, resolveram buscar o apoio da universidade enquanto centro de excelência de ensino, pesquisa e extensão. Está decidido um workshop como ponto de partida.



Várias outras decisões – incluindo mês, dia, horário e local – estão em discussão. Porém, também está certo que a oficina de preparação de agentes multiplicadores envolverá prefeitos e secretários municipais do meio ambiente e da educação. A estrutura organizacional e de conteúdo do evento é preparada por uma equipe da Unoeste, para análise dos órgãos federais envolvidos na parceria. Serão levadas em consideração as propostas do Prea, que são as seguintes: preservação de matas ciliares e da vegetação das ilhas, manutenção dos recursos hídricos, pesca predatória, proteção da flora e fauna, discussão sobre crimes ambientais, conscientização sobre descarte de resíduos sólidos e poluição por resíduos sólidos do Rio Paraná e de afluentes como os rios Paranapanema, Aguapeí e Peixe.



O Prea fala da proteção da fauna, da flora e da ictiofauna (conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região biogeográfica), com ações associadas à modernização dos métodos de fiscalização e investigação de crimes ambientais ao longo do reservatório, reforço da presença ostensiva para coibir edificações em Áreas de Preservação Permanente (APP), desmatamento, caça de animais silvestres, extração irregular de minerais, incêndios florestais e pesca predatória. Nesse aspecto, a Delegacia da Polícia Federal em Presidente Prudente vem fortalecer as operações de inteligência policial com o patrulhamento ostensivo e produção de laudos científicos, a partir do investimento de cerca de meio milhão de reais.



Os recursos obtidos da parceria com o Ministério Público Federal, com gestão financeira confiada à Caixa Econômica, possibilitaram a instalação de laboratório na delegacia, no Jardim Colina, e as compras de viatura e de barco, incluindo ainda equipamentos como farol de busca, sinalizadores acústicos e visuais, binóculos, navegador GPS, de trena eletrônica, filmadora e câmera fotográfica. Melhoram as condições de atuação dos agentes policiais na área do reservatório, sendo que do final do ano passado para cá já ocorreram cinco operações. Antes, havia a dependência do empréstimo de barco e equipamentos de polos da Polícia Federal em Foz do Iguaçu ou Guaíra.

Em breve, as ações de patrulhamento ostensivo, operações de inteligência policial e produção de laudos científicos serão complementadas com a atuação de educação ambiental, como parte da prevenção aos crimes nessa área. Além de Campos, participaram de reunião preparatória do convênio, nesta terça-feira (7), o perito criminal Flávio Rogério Fedato e os recepcionistas Priscila da Silva Tomaz e Milton dos Santos Antonioli Júnior, pela Polícia Federal. Pela Unoeste compareceram a coordenadora de ações extensivas gerais da Proext, Cidinha Martines, e a coordenadora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, Leila Maria Sotocorno e Silva.

Este é um projeto educacional sem fins lucrativos.
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