Crianças agem como multiplicadoras de conceitos ambientais

 

Presidente Prudente, quarta-feira 28 de novembro de 2012

   

 

Desenvolvido em escolas e instituições que atendem crianças, o Projeto de Educação Ambiental Curupira é uma atividade de extensão da Unoeste. O objetivo é que meninos e meninas adquiram consciência de ações de prevenção, preservação e conservação, para agirem como multiplicadores junto às suas famílias e nas comunidades onde vivem. A realização é do curso de Engenharia Ambiental, através da disciplina de educação neste segmento. Alunos do sexto termo são avaliados em atividades práticas, como a desta quarta-feira (28) junto ao Projeto SOS Criança, mantido pelo Serviço de Obras Sociais (SOS) de Presidente Prudente, com o apoio da Associação Filantrópica Doutor José Foz. 

 

 

Explicações dialogadas, exibição de desenho animado e dinâmica para 56 crianças foram conduzidas pela manhã pelos universitários Fernando Rangel Mazetto, Ivan Olívio Bordin, Hugo Leandro de Souza, Luan Cordovês Chanquini, Cláudio Gaudeano Corghi, Lucas Mungo Santos e Fernando José de Almeida Moreira, acompanhados e avaliados pela professora Leila Maria Couto Esturaro Bizarro. As orientações foram sobre fauna e flora, coleta seletiva do lixo doméstico, impactos ambientais como o da sacolinha plástica que pode levar até 300 anos para se decompor, o fato de que cada pessoa produz em mídia 1 quilo de lixo por dia, o uso racional de água e a informação de cada adulto gasta 200 litros na média/dia. 

 

O vídeo ´`Um plano para salvar o planeta´´ parte 1, produção de Maurício de Souza com a Turma da Mônica, serviu para complementar e ampliar as informações. As crianças assistiram em silêncio e com absoluta atenção a história que nasce com a ideia de uma poção para limpar tudo e termina com a mensagem de que somente o ser humano pode proporcionar a salvação. A mensagem é a dos três Rs:  Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Tempo no banho, consumo de energia, uso de sacolinhas...: reduzir. Dar novo uso para alguma coisa que já foi usada: reutilizar. Vidro, plástico, metais, papel e lixo orgânico: reciclar. Os universitários enfatizaram que lugar de lixo é no lixo e que a poluição só traz doenças. 

 

 

A dinâmica renuiu as crianças de cinco a 14 anos em grupos. Cada uma recebeu lápis-borracha e folha de sulfite. Para os que estão no início da alfabetização a tarefa foi desenhar o que entenderam das mensagens, enquanto aos alfabetizados coube a produção de texto podendo conter alguma ilustração desenhada. No primeiro momento, o da exposição dialógica, quem mais respondeu foi Juliana Barros, de 14 anos, estudante do 9º ano na Escola Hugo Miele. Contou que estava informada pelas aulas na escola e nas atividades do projeto, sendo ainda que em sua casa é feita a separação do lixo para a coleta seletiva. 

 

O desenho que mais chamou a atenção foi o de Matheus Santos, de 11 anos e do 5º ano na Escola Tannel Abbud. Ele fez um menino com as inscrições RRR na camiseta, jogando papel no lixo. No balão da ilustração escreveu a frase: taque o lixo no lixo, para ajudar o planeta. Utilizou a técnica mangá, usada pelos japoneses nas histórias em quadrinhos. Talentoso, Matheus chamou a atenção para sua produção e conta que está aprendendo a desenhar com seu colega de escola Daniel Lucas Ederli que faz aulas particulares. Um dos textos que chamou a atenção foi o de Janaina Fernandes Cavalcante, de 14 anos, aluna do 9º ano na Escola Hugo Miele. 

 

 

Em pouco tempo, Janaina produziu um texto extenso, dividido em tópicos. No primeiro, disse que entendeu que ajudar o planeta é sempre bom para as pessoas e para os animais. Num outro, constava que para ajudar o planeta não é preciso mágica, mas gente que separe o lixo e pratique os três Rs. Afirmou ainda: ``O que os homens estão fazendo com o planeta não é coisa boa; é muito ruim para os animais que perde suas próprias casas por causa da gente; a gente que é homem``. No final do encontro, Janaina agradeceu os universitários e comentou que gostou muito da oportunidade. Em nome dos meninos falou Ivan Pedro Salvador de Oliveira, de 12 anos, do 6º ano na Escola Marrey Júnior, e emocionou os presentes ao dizer que levará a lição deste dia para o resto de sua vida e que a dividirá com outras pessoas. 

 

 

As crianças estiveram acompanhadas do educador social João Paulo Silvestre e do educador físico André Ribeiro. Eles contaram que no SOS são atendidas no contraturno escolar 98 crianças, com o projeto conduzido pela equipe liderada pela assistente social Vanessa Cristina Vasconcelos Brigati, em nome da diretoria presidida por Victor Alves de Almeida Veiga, amparada pela associação que tem na presidência Marcel Leandro Cerávolo e que oferece ajuda financeira, uniforme e livros. Entre as várias atividades, o SOS oferta educação ambiental e desenvolve ações como a confecção de brinquedos com garrafas pet. 

 

 

Ao realizar mais uma etapa do projeto Curupira, cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext), a professora Leila Esturaro manifestou satisfação com o resultado alcançado, contou que são os alunos que escolhem a escola ou instituição onde irão cumprir uma atividade e que no SOS decorreu de conhecerem o professor Vitor Hugo Souza Vonstein. Neste mês, outras duas atividades do Curupira ocorreram dia 14 no Colégio Jean Piaget, em Pirapozinho, e na Escola Maria do Socorro Brito de Almeida, em Prudente. Nesta quinta-feira (29), um outro grupo encerra a programação, novamente em Pirapozinho.

Este é um projeto educacional sem fins lucrativos.
Ajude-nos a manter este projeto em funcionamento.
Doar