Estudante da engenharia civil obtém três aceites na Irlanda

 

 

Presidente Prudente, quinta-feira 15 de agosto de 2013   

Ao se inscrever no Ciências sem Fronteiras (CSF), a estudante de engenharia civil Ana Flávia Bertachini (foto) escolheu Portugal como país de destino. Opção por conta da língua portuguesa. Porém, o programa do governo federal solicitou um redirecionamento. Ao mesmo tempo ofertou estudo da língua inglesa no exterior. Aí surgiram complicações. A primeira foi a nova escolha. A segunda foi a obtenção de aceite. 

 

Com a produção de uma lista com sete países e avaliação sobre qual seria mais interessante, a opção recaiu sobre a Irlanda. Um dos motivos foi a saga A Guerra dos Tronos, filmada naquele país e exibida pela HBO (canal de televisão por assinatura norte-americano), que Ana Flávia acompanhou pela internet. As filmagens mostraram belas paisagens e edificações interessantes, como são os castelos. 

 

Pela preocupação de aprender uma nova língua, embora alcance o básico do inglês como autodidata, como se não bastasse sua predileção surgiu uma ideia no mínimo inusitada. Fez uma listagem com sete países enumerados. Numa ligação para a família que mora em Clementina, na região de Araçatuba, pediu ao irmão que citasse um número de 1 a 7. Ele disse 6, que era exatamente o da Irlanda. 

 

Feita a reopção pelo destino, restava a obtenção do aceite de uma universidade. Sem a proficiência da língua inglesa, houve a necessidade de buscar esse documento. O governo disponibilizou suas universidades para aplicar o teste. Pela distância, Ana Flávia elegeu Londrina, onde tem um campus da Universidade Federal Tecnológica do Paraná. Fez o teste e obteve 450 pontos. 

 

Por pontuar mais que a exigência mínima de 380 pontos, acabou recebendo aceites das universidades de Galway, Cork e Carlow. A opção recaiu sobre a National University of Ireland Galway. Um dos motivos foi a localização geográfica da cidade que tem o mesmo nome e fica a apenas 200 quilômetros da capital Dublin, o que deve facilitar viagens a outros países do Reino Unido, possibilitadas pelos baixos preços de tarifas aéreas. 

 

Estudando na Unoeste em Presidente Prudente, pela primeira vez Ana Flávia vive longe de sua família. Também pela primeira vez sairá do Brasil. A inscrição no CSF foi estimulada por sua mãe, Sônia que é formada em letras. Servidor da Unesp de Araçatuba, seu pai Luiz Wanderley apoia, mas ficou preocupado em ter a filha distante por quase dois anos. Júlio é irmão único; tem 17 anos e pretende cursar Ciência da Computação. Na família há ainda o apoio dos avós paternos Álvaro e Francisca. 

 

Na Unoeste, Ana Flávia elogia o amparo recebido na Assessoria de Relações Interisticionais. “O doutor Fluminhan [Antonio Fluminham Júnior, assessor] é muito presente, com auxilio em todas as etapas”, comenta. No curso de Engenharia Civil os agradecimentos são para os professores Ivam Resina e Rita de Cássia Gabrielli Battilani Becegato que fizeram a carta de recomendação. A estudante ficará os dois próximos anos na Irlanda e nos primeiros nove meses estudará inglês. 

“Pelo programa eu poderia viajar agora em setembro, mas optei por ir em janeiro. Quero concluir o quinto termo e quando retornar restarão três termos. Ainda não sei quais matérias de lá poderei aproveitar aqui. Farei nove meses de inglês e dois semestre de disciplinas. Sei que estarei retardando minha formatura, mas não tem problema. Haverá para mim a compensação de ter no currículo acadêmico uma experiência internacional”, avalia a estudante que seguirá para a Irlanda em janeiro.

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