Carta expressa aflição da educação para assentados no Pontal

 

 

Presidente Prudente, sexta-feira 26 de julho de 2013

Se na área urbana são muitos os problemas da educação básica, na rural eles se multiplicam. É o que apresenta a avaliação do I Fórum Territorial de Educação e Cultura do Campo, da região do Pontal do Paranapanema. Parte dos envolvidos na organização do evento se reuniu na manhã desta quinta-feira (25) na Unoeste para dar texto final à carta. Expressando a aflição da educação nos mais de 100 assentamentos do extremo oeste paulista, o documento será apresentado na etapa intermunicipal da Conferência Nacional da Educação (Conae).  

 

O fórum ocorreu no final de junho, na Unesp. O Conae acontecerá no começo de agosto, na Unoeste. Será quinta (1) e sexta-feira (2) da próxima semana, no campus II. A carta elenca os problemas. Entre eles estão o fechamento de escolas, a qualificação específica do professor para trabalhar com o aluno inserido numa realidade social de peculiaridades próprias e o transporte de estudantes em estradas e veículos precários, além de que crianças chegam a ficar até seis por dia dentro de um ônibus, entre o ir à escola e o voltar ao assentamento, respectivamente antes do sol nascer e perto de se por. 

 

Além de ser apresentada no Canae, a carta será encaminhada aos seguintes órgãos: Secretaria de Estado da Educação, Assembleia Legislativa, Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também será remetida às secretárias municipais de Educação e à União dos Dirigentes Municipais de Educação-SP (Undime). A expectativa é de que o poder público possa se sensibilizar e fazer algo em prol de crianças com forte potencial de evasão escolar, por conta das dificuldades encontradas. 

 

Durante a elaboração do texto final, cada tópico da carta foi discutido com os representantes do Conselho de Desenvolvimento Territorial (Codeter) do Pontal do Paranapanema e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST, respectivamente Josenilton Xavier do Amaral, mais conhecido por Mossoró, Marisa de Fátima da Luz e Elza Maria da Silva. Conduziram as discussões Fátima Rotta Furlanetti, da Unesp, Cidinha Martines e Afife Salim Sarquiz Fazzano, da Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext) da Unoeste.

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