Setor da construção lamenta corte do programa de moradias

 

Presidente Prudente, 19 de outubro de 2015

 

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) José Romeu Ferraz Neto (foto) lamenta o corte adicional de R$ 4,8 bilhões feito no Orçamento da União para 2016 no Programa Minha Casa, Minha Vida, além da redução de R$ 15 bilhões nesse programa, já anunciada anteriormente. “Responsável por 60% dos investimentos produtivos, a construção será fundamental para a retomada do crescimento econômico. Quanto mais ela for afetada pelas novas medidas anunciadas pelo governo, mais tardará a recuperação do país”, advertiu.

 

Nesta linha, também manifestou preocupação com o corte adicional de R$ 3,8 bilhões para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Não há garantia de que será cumprido o desejo, anunciado pelo governo, de que esse valor será coberto por emendas parlamentares destinadas às obras desse programa”, comentou. Para Farraz Neto, a possível volta da CPMF à alíquota de 0,2% e a introdução de alíquotas progressivas de até 30% sobre ganhos de capital em alienações feitas por pessoas físicas não trarão alívio ao ambiente de negócios, já marcado por uma elevada carga tributária.

 

Quanto ao adiamento do reajuste de servidores, fusão de ministérios e outras medidas de contenção dos gastos do governo, Romeu Ferraz considerou-as positivas. Mas defendeu a necessidade de serem acompanhadas de reformas mais profundas, como a previdenciária e a administrativa. “Só assim teremos um Estado mais enxuto, eficiente e com mais recursos para investimentos, possibilitando o reequilíbrio do Orçamento de forma mais permanente.”

 

Fonte: Sinduscon-SP

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