Cognição vegetal desperta interesse internacional para arquitetura

 

 

Presidente Prudente, sexta-feira 16 de novembro de 2012  

 

Brasileiros e alemães manifestam interesse em estudos sobre ecofisiologia vegetal, que revelam cognição e inteligência das plantas. O trabalho do pesquisador que atua na Unoeste, Gustavo Maia Souza (foto), é visto por pesquisadores na área de arquitetura e urbanismo como possibilidade de projetar melhor os ambientes destinados à vegetação, para que sejam ecologicamente corretos. É o que revela Souza ao se planejar para aprofundar entendimentos mantidos num primeiro contato, ao participar do 3º Simpósio Frontiers os Science and Techonoly, o Bragfost 2012 em Brasília.

 

Maia esteve entre os convidados do evento que reúne seletos grupos de pesquisadores de ambos países, por dois motivos especiais: pelas pesquisas que desenvolve ao longo dos anos e por estar entre os melhores pesquisadores jovens do Brasil. O Bragfost reuniu 30 brasileiros e 30 alemães no último final de semana, os quais durante dois dias e meio se envolveram em palestras e discussões, no hotel da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Maia foi um dos 16 palestrantes. Discorreu sobre o tema Conceito de estabilidade em ecofisiologia vegetal no contexto das mudanças climáticas global.

 

Em sua área, onde todos tinham relação com a biologia molecular, teve a oportunidade de mostrar algo diferente, que é a cognição em plantas vegetais. O pesquisador da Universidade Federal de Alagoas, Ricardo Carvalho Cabús, se interessou em estabelecer parceria nos estudos de Maia e agora é uma questão de formalizarem proposta para nova pesquisa. Alemães também se interessaram e a realização de algo prático é uma questão de tempo, já que o pesquisador da Unoeste ganhou bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC), para estudar por 1 ano na Alemanha.

 

Os alemães participantes do Brogfost têm bolsa da Alexander von Humboldt Foundation e podem ficar 1 ano no Brasil. Essa disponibilidade poderá resultar na presença de pesquisadores alemães na Unoeste. ´´Mas é algo que precisamos discutir internamente``, conta Maia que debaterá o assunto com a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, doutora Maria de Lourdes Zizi Trevizan Perez. O evento que ocorre anualmente, de 2010 a 2013, debate questões da fronteira entre ciência e tecnologia. A cada ano são 60 pesquisadores diferentes, com os brasileiros convidados pela Capes e os alemães pela fundação Alexander von Humboldt, cujos presidentes estiveram na solenidade de abertura, respectivamente Jorge Guimarães e Helmut Schwarz.

 

Também participaram o embaixador da Alemanha no Brasil, Wilfrid Grolig, a diretora de relações internacionais da Capes, Denise Neddermeyer e os organizadores do evento, a alemã Sabine Schecht e o brasileiro Fernando José von Zuben, da Unicamp. No material gráfico do simpósio, que reúne pesquisadores altamente classificados e vistos como a próxima geração de líderes em suas respectivas áreas, a identificação de Maia apresenta o nome da Unoeste.

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