Ação para esterilizar animais é realizada no Morada do Sol

 

 

Presidente Prudente, segunda-feira 5 de setembro de 2015

 

A receptividade de moradores do Bairro Morada do Sul, o encantamento dos estudantes do curso de Medicina Veterinária da Unoeste com a prática de serviço social e o cadastramento de 78 animais de 80 previstos inicialmente pelo projeto “Castração é a Solução”, são apresentados pelos organizadores como balanço positivo da primeira ação voltada à esterilização de cães e gatos, visando o controle populacional. O serviço foi prestado durante a manhã de sábado (3) na Casa da Sopa São Francisco de Assis, onde foi centralizado o mutirão para cadastro e feitas visitas domiciliares, com a logística proporcionada pela Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext).

 

A intenção inicial era controlar a população canina, devido ao grande número de animais nas ruas. Porém, a iniciativa foi ampliada para os felinos, que também são muitos. O projeto está inserido no Trote do Bem, estimulado pela universidade para a recepção de calouros, neste caso, os estudantes que ingressaram no curso neste segundo semestre. Juntamente com veteranos, estão mobilizados na arrecadação de recursos financeiros para custeio, em vendas de camisetas, organizações de palestras. O que já arrecadaram dá para castrar mais de 100 animais, conforme a estudante Juliana Petri Yoda, que está a frente da iniciativa, apoiada pela direção e professores.

 

Estão como apoiadores: Fórmula Animal Farmácia de Manipulação Veterinária, Espaço Patas, Bravecto, Scalibor, Cirúrgico Universitário e Arenales Homeopatia Animal. “Atingimos um valor acima do esperado para a projeção inicial de 80 animais. Permanecemos empenhados em atingir o maior número possível de castração, como solução para a superpopulação que acaba ocasionando em animais de rua em precárias condições de saúde”, comenta Juliana que se encantou com os cuidados de alguns moradores para com seus animais, presos em coleiras com as cordas fixadas em roldanas, permitindo aos cachorros se moverem livremente.

 

A primeira etapa das castrações será no dia 24 deste mês, um sábado pela manhã. A previsão inicial era de atender 20 animais, mas o entendimento é para que sejam 30, em razão de que a castração em gatos é mais simples. Tem ainda a questão da logística para o transporte, em veículos e gaiolas. O serviço será prestado no Laboratório de Técnicas Cirúrgicas, no Bloco Q do campus II da Unoeste; conduzido pela professora Camila Ângela Bernardi e com o envolvimento de estudantes de oitavo e nono termos. Na ação de sábado estiveram presentes a diretora do curso Gláucia Prada Kanashiro e os professores Haroldo Alberti e Luís Felipe da Costa Zulim.

 

O cadastramento envolveu alunos do primeiro ao oitavo de dez termos do curso. “Eles adoraram. Alguns disseram que nunca pensaram que pudessem prestar serviço social através da medicina veterinária. Enquanto, instituição de ensino superior, esse foi o melhor resultado que poderíamos encontrar”, comenta Gláucia que também se manifesta impressionada com a receptividade dos moradores do Morada do Sol e do bairro vizinho, o Residencial Francisco Belo Galindo, no extremo urbano da zona norte de Presidente Prudente. Conta que o cadastramento continuará sendo feito pela assistente social da Casa da Sopa, Luciane Barros.

 

A ação de sábado envolveu ainda a Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp/Unoeste), através do professor Josué Pantaleão e alunas do curso de Pedagogia, em contação de histórias e pintura de rostos das crianças. A logística foi proporcionada pela Unoeste, por intermédio do assessor de integração comunitária Darci Galbiati. O atendimento foi centralizado no espaço coberto ao lado da quadra da entidade assistencial, mas professores e estudantes também saíram em visitas domiciliares, como a feita na casa de Elisângela Sampaio do Carmo Quirino.

 

Sem condições de levar seus três cachorros e suas crianças, sendo uma de colo, A dona de casa recebeu em sua casa o professor Zulim e um grupo de alunos, que percorrem cerca de dez quarteirões a pé para fazer o atendimento às cachorras Princesa e Neguinha e o macho Beethoven. O pedreiro aposentado Cláudio Pereira da Silva levou sua cachorrinha com dificuldade em enxergar e disse que soube do projeto pela Rádio Comercial.  Durante o cadastramento houve a avaliação das condições de saúde do animal, para que possa ser encaminhado para castração. Em uma cachorra prenhe foi detectado tumor de mama que, após a cria, passará por cirurgia no Hospital Veterinário da Unoeste, para depois ser castrada.

 

 

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