Pesquisador estuda dificuldade de ser LGBT no 3º mundo

 

 

 

Presidente Prudente, segunda-feira, 7 de março de 2016

 

 

Empenhado em ampliar seu universo de relações científicas, o Dr. Alberto Carneiro Barbosa de Souza (foto) atende convite de pesquisadores da Unoeste para falar sobre pesquisas que desenvolve no Canadá, nas áreas da psicologia e da saúde pública. Um dos seus estudos de pós-doutorado é sobre a dificuldade de ser LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – no terceiro mundo, em países como Síria e Irã, “onde ser gay resulta na punição com a morte, por um estado criminoso”. Outro estudo está relacionado aos jovens brasileiros, com as mesmas orientações sexuais, que se deslumbram com a liberdade canadense e retornam ao Brasil infectados com o vírus da Aids.



Doutor em ciência de saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro, sua terra natal, Carneiro trabalha no pós-doutorado, na Universidade de Toronto, com a psicologia voltada para a resiliência de jovens, de 15 a 24 anos, em suas dificuldades de adaptabilidade ao trocarem países do terceiro mundo pelo Canadá. “Como se comporta esse jovem que sai das garras de um estado criminoso para um estado que é oposto, onde se tem toda a liberdade. Isso não é fácil. Pelo contrário: é muito difícil. Sai de uma repressão, onde o olhar para o lado pode significar uma denúncia que leva à morte. Quando ganha a liberdade, perde a dimensão das coisas e acaba vítima das drogas e de infecções como a do HIV”, comenta o autor da pesquisa.



Com amparo do Programa Ciência sem Fronteiras, que é ofertado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na Universidade de Windsor, a pesquisa de seu outro pós-doutorado é sobre o jovem brasileiro e sua adaptação a uma sociedade mais liberal e como lida com a falta de controle de pai e mãe durante intercâmbio de estudos no Canadá. “Nós pesquisamos esse jovem LGBT, para constatar como ele lida com essa liberdade. Mas já sabemos que parte deles acaba contraindo HIV”, conta e revela que já tratou desse assunto com o então cônsul-geral do Brasil em Toronto, Luiz Afonso Escosteguy.


A estada de Carneiro no Canadá decorre de ter feito bolsa-sanduíche durante o doutorado na Fiocruz. Sua relação com a Unoeste surge mediante intervenção do também pesquisador, que trabalha com populações em situação de risco, Dr. Alex Pessoa, professor da graduação em psicologia e da pós-graduação, no Programa de Mestrado em Educação. Ao conhecer a universidade neste começo de mês, Carneiro esteve com a coordenadora e professores do mestrado, respectivamente Camélia Santina Murgo Mansão, Vagner Matias do Prado e Pessoa. À noite, no auditório Ipê, no campus II, falou para estudantes e professores do curso de Psicologia, onde Camélia também leciona. Carneiro falou sobre as possibilidades de intercâmbio no Canadá, dando orientações de como proceder
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