Associação de apoio ao fissurado labiopalatal completa 15 anos

 

Presidente Prudente, segunda-feira 26 de outubro de 2015

 

 

A Associação de Apoio ao Fissurado Labiopalatal de Presidente Prudente e Região Afipp), completa 15 anos neste dia 26 de outubro. A associação civil com fins não econômicos tem o objetivo de desenvolver ações de apoio ao tratamento das pessoas com fissura lábiopalatal e deficiência auditiva. A fissura, que ainda pouco conhecida, é uma abertura na região do lábio ou palato (céu da boca) que atinge 1 a cada 650 crianças no Brasil.

 

O projeto funciona a partir do momento que a família é cadastrada na Afipp, avaliada por toda equipe e, de acordo com a necessidade, passa a receber orientação e acompanhamento – sem custo financeiro – com atendimento psicológico, fonoaudiológico, médico otorrino, ortodôntico e odontológico na sede da associação, bem como em consultórios de profissionais voluntários, de acordo com deficiência da pessoa em cada fase de sua vida. Atualmente são aproximadamente 170 pessoas cadastras entre os que têm a fissura palatina e deficiência auditiva.

 

Como a maioria das famílias são de baixo poder aquisitivo, também faz parte do atendimento, providenciar transporte (Carona Amiga), estadia e alimentação dos pacientes. Este atendimento é uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, que arca com todas as despesas.  Para o suporte avançado (cirurgias), a Afipp assessora e direciona o atendimento ao Centrinho/USP, referência na América Latina em tratamento de anomalias crânio faciais, na cidade de Bauru, onde o tratamento é custeado pelo Sistema Único de Saúde.

 

O presidente Marcelo Duarte Gigante explica que para o atendimento não tem faixa etária estabelecida. “Vai desde o nascimento até a fase adulta. Normalmente, o hospital entra em contato com a associação logo após o nascimento, mas caso uma criança ou adulto não tenha realizado o tratamento ou parado, são realizados todos os procedimentos para dar continuidade”, diz.

 

A criança que tem o lábio aberto pode fazer a cirurgia a partir dos três meses de idade, desde que esteja em boas condições de saúde. No caso da fissura no palato, a partir de um ano. Porém, existem pacientes que nascem com síndromes associadas ou insuficiências, o que torna a situação mais delicada e que tem que ser avaliado por uma equipe médica.

 

De acordo com a Assistente Social que trabalha na Afipp há 10 anos, Maria Inês Souza, existem casos de fissura no lábio (que são visíveis) e no palato (céu da boca). “Quando a fissura é no lábio, o primeiro choque é na estética. A família acha a fissura do palato é melhor, porque não apresenta aquele visual impactante. Contudo, ela acarreta uma série de outros problemas, como o comprometimento da fala”, explica.

 

Souza ainda fala que uma das dificuldades que a Associação encontra é com os recursos financeiros. “O imóvel em que Afipp se encontra é alugado e isso sobrecarrega muito a Organização. Estamos dando inicio a construção da sede própria, mas mesmo assim o custo será alto. Recebemos algumas verbas governamentais, mas ainda precisamos captar recursos para pagar o que não pode ser pago com este recurso governamental”, finaliza. Dentre as formas que a Associação encontra para superar estes obstáculos estão a realização de campanhas e eventos; estabelecimento de parcerias voluntárias, mobilização e sensibilização de novos colaboradores e presença de estagiários e voluntários para realização o trabalho.

 

Serviço - Para ser um parceiro da Afipp: telefones (18) 3223-5770 e 99-602-7282, e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; endereço: rua Djalma Dutra, 724, Vila Ocidental

Assessora de Comunicação – Jornalista Mayne Santos

Este é um projeto educacional sem fins lucrativos.
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