Pesquisa ajuda na ampliação do rebanho nacional de búfalos

 

 

 

Presidente Prudente,  quinta-feira 12 de fevereiro de 2015



Estima-se que o rebanho de búfalos no Brasil seja de 3,5 milhões de cabeças. Está em franco crescimento diante da seguinte tendência: de consumo de carnes menos gordurosas, com baixos teores de colesterol e alto valor proteico. Pesquisadores da área de reprodução animal voltam suas atenções para esse segmento da pecuária. Um dos estudos mais recentes foi desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) junto ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciência Animal – mestrado e doutorado, com o qual o Dr. Marcelo George Mungai Chacur (foto) mantém estreito relacionamento, em nome da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). O estudo mineiro representa contribuição para inseminação artificial, voltado ao aprimoramento e aumento do rebanho de forma mais ágil.



Chacur integrou a banca examinadora da pesquisa que resultou na dissertação “Uso de vagina artificial interna na coleta de sêmen de touros bubalinos”, levada à defesa pública na semana passada por Beatriz Neves, com orientação do Dr. Marc Henry. O outro avaliador foi o Dr. Marcelo Rezende Luz, que já lecionou na Unoeste. “Existem vários métodos de coletar sêmen de um touro búfalo. Um deles, pouco explorado, emprega a técnica de coleta de sêmen com vagina artificial interna que é fabricada para a espécie bovina e que precisou ser adaptada para a vaca bubalina”, conta o professor pesquisador da Unoeste.



A coleta de sêmen por meio dissimulado é feita para fim andrológico (checar a fertilidade do animal), inseminação artificial e congelamento; de tal forma que o estudo desenvolvido pela universidade federal em Belo Horizonte tem grande importância. Outro fato importante está na produção científica envolvendo pesquisadores de diferentes instituições, como se deu com as bancas de qualificação e de defesa pública. “São momentos que partilhamos ideias científicas e aprendizados. Existe troca de experiência mútua. Levamos e trazemos conhecimentos. O que trouxemos é compartilhado com nossos alunos na graduação e na pós-graduação”, comenta.



Chacur ministra as disciplinas fisiopatologia da reprodução e biotécnicas na graduação em Medicina Veterinária na Unoeste. Também leciona na pós-graduação lato sensu, em cursos de especialização, e no Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Fisiopatologia e Saúde Animal, no mestrado e que em breve terá em funcionamento o doutorado. Fazer parte da banca examinadora a convite do Dr. Henry se insere numa relação de pesquisadores que se conhecem há 15 anos e numa parceria de pesquisa interinstitucional que envolve Unoeste, de Presidente Prudente, UFMG e a Unesp em Botucatu.

“Essa parceria está formalizada na Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Unoeste, com pró-reitor Dr. Adilson Eduardo Guelf. Estamos desenvolvendo estudos sobre técnicas para a estimativa da fertilidade na reprodução animal, envolvendo estudantes em iniciação científica e pesquisadores em mestrado e doutorado das três universidades, desde o final de 2013”, diz o professor Chacur ao retornar hoje à Unoeste depois de passar uma semana na fazenda experimental da UFMG, no município de Pedro Leopoldo, fazendo análises que são de competência na pesquisa interinstitucional.

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